segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os doze


A Carolina fez 12 anos na semana passada. Há muito que falávamos deste dia porque para além de ser o dia de anos que para ela é sempre o Grande Dia (para quem não é?!), este ano era ainda mais especial porque "casava" os anos.
Tirei o dia de férias. Não era uma semana fantástica para ter menos um dia de trabalho, mas com mais umas horas na véspera e outras no dia seguinte, tudo se compôs e eu fiquei mesmo grata por poder partilhar o dia com ela e com as amigas dela. Quando há vontade, tudo se conjuga!
Durante a manhã andei numa roda viva a preparar tudo para que o dia fosse perfeito. Afinal, com horas extra nas vésperas não tinha nada adiantado, nem compras feitas, nem casa arrumada, mas tudo se fez a tempo!
Inspirei-me nos Donuts para a mesa dos doces. Queria um tema de adolescente, já nada infantil, mas sem ser demasiado senhoril, divertido, mas não óbvio e visto. Achei o tema dos Donuts perfeito, não só porque cá em casa todos gostamos, mas até porque queria ter um mote para fazer um centro de mesa com 12 fotografias, desde as fotos de bebé até às de hoje. O Bolo do não podia ser mais prático: dois bolos virados um contra o outro (optei por pão de ló) com chocolate derretido por cima e pepitas coloridas. Fácil e eficaz. Há alguém que não goste de pão de ló?
Quando as amigas chegaram com ela para o almoço adoraram a decoração! Os irmãos também vieram almoçar a casa e já não voltaram à escola. A vida não se repete e o amor e a partilha que viveram naquela tarde que seria apenas mais de umas horas de escola compenso-os largamente, tenho a certeza. Foi muito bom partilhar a mesa com 8 crianças. Ouvir as conversas das miúdas já tão pré-adolescentes. Perceber verdadeiramente como é cada uma delas. Ainda que conheça todas há muitos anos (andam juntas desde o pré-escolar), a verdade é que é muito importante conhecer ainda melhor as companhias dos nossos filhos, perceber as influências que cada um exerce neles, identificar de onde vêm por vezes certas atitudes. Fizeram jogos, riram muito alto, tiraram fotos, divertiram-se. Foram para o pátio, voltaram para casa, sentaram-se no chão da sala e em cima da cama dela. Tudo de seguida, tudo sem parar um minuto. Aos 12 é tudo muito rápido, tudo para já e para ontem. Jantámos em família e deixámos para sábado uma ida ao Bounce em Carnaxide. Prometia ser uma tarde bem passada e o balanço (literalmente) não podia ser mais positivo. Uau! Tanto salto! Ficámos com vontade de lá voltar e cá por casa já se fazem planos de agenda na mão!
Cá por casa gostamos e levamos muito a sério os dias de aniversário. E eu sei que este foi mais um dia para ficar na nossa memória!
Posso pedir apenas que os próximos 12 anos não passem tão rápido como passaram estes?!


sábado, 7 de abril de 2018

Matilde, a observadora


Este fim-de-semana temos cá em casa uma amiga da Matilde. Enquanto eu arrumava a cozinha depois do jantar, puseram-se a dançar a música surpresa (para os pais) do próximo sarau de Hip Hop. Às tantas, a amiga exclama que não podem ensaiar porque eu não posso ver, ao que a Matilde responde prontamente:

- Não há problema, a minha mãe esquece-se muito rápido.

Perante o olhar de espanto da amiga, ainda reforça:

- É porque ela trabalha muitas horas por dia.



Quase cai para o lado. Tantas já devem ter sido as vezes que me esqueci de coisas dela...

Os restaurantes que (A)provámos por Aveiro!

Porque o prometido é devido, regresso aqui para falar dos restaurantes que conhecemos em Aveiro.
Quando queremos fugir à rotina também temos que deixar de lado as dietas. Sobretudo quando vamos para norte onde se come tão bem! Aveiro tem restaurantes magníficos, de bom peixe, de boa carne e com muito bom ambiente, todos os modernos e sofisticados!
Neste fim de semana de Páscoa, saímos de casa com os restaurantes mais ou menos definidos. Queríamos repetir alguns que adoramos e queríamos conhecer outros novos. Afinal, quem não quer?


Manuel Júlio
Fica à saída de Coimbra para Aveiro e é um dos meus restaurantes de eleição porque tem um Cabrito no Forno de comer e chorar por mais. E como estamos na Páscoa, não pode falhar! Quando decidimos que passaríamos no Portugal dos Pequenitos, a linha abaixo do nosso roteiro preencheu-se automaticamente com “Almoço no Manuel Júlio”. Eu sei que o nome deixa assim um pouquinho a desejar, mas não se deixem enganar, é um restaurante virado para dentro e para a comida caseira. Aqui come-se muito, muito bem e termina-se sempre com um café um Pastel de Nata. O atendimento é simpático e é um óptimo sítio para reunir a família.


La Mamaroma
Com um ambiente super cool, esta Pizzaria no centro de Aveiro foi das maiores surpresas do fim-de-semana. Que restaurante giro para um grupo de amigos ou para um jantar a dois! Nós fomos em família e também não faltava lá miudagem e como os meus estão sempre prontos para comer uma bela pizza fomos ao sitio certo! As pizzas são fininhas, bem ao jeito italiano, as massas muito boas e a carne que passava para as mesas do lado deixou-me em modo alerta, mas era impossível comermos mais. Para acompanhar tinha-nos sido recomendada a cerveja artesanal Cinco Chagas (na foto) e foi um tiro certeiro! Eu não bebo cerveja e mesmo assim tive que provar tais eram os elogios e de facto tenho que reconhecer: é muito leve e suave.  Ainda terminámos com uns Profiteroles feitos na hora que estavam maravilhosos!


Batista do Bacalhau
Não é o restaurante mais fácil de encontrar em Aveiro. Está fora do centro histórico, fica junto ao Centro de Congressos, mas garanto que vale a pena procurarem se gostam de bacalhau. Arrisco-me a dizer que foi o melhor bacalhau assado que comi na vida. Tão macio…! Os miúdos têm a mania que não gostam de bacalhau, mas aqui nem pestanejaram. Não só comeram tudo como ainda repetiram! O bacalhau é acompanhado pela tradicional batata assada, mas também por migas de couve que são super leves.
Convém chegar cedo, quando a sala enche é por ordem de chegada e a fila à porta é uma constante.


Casa das Enguias, Ovar
Fomos um pouco “às escuras” sem nenhuma recomendação, mas ficou imediatamente aprovado. Com um ambiente muito familiar e franco, sem grandes luxos nem etiquetas, este restaurante mostrou pormenores muito simpáticos, desde as entradas às forma de disposição das mesas. Quando dissemos eu éramos 7, em vez de juntar as mesas e ficar uma mesa corrida, sem graça, juntaram dias mesas, mas pelas laterais, não pelos topos, formando um enorme quadrado. As doses são enormes e meia dose dá para duas pessoas… o que mostra como ali se come de facto muito bem. A comida é do mais caseira que há e o serviço muito eficiente. Descansem que não servem só enguias. Há muito boa carne para provar!

Obviamente que haverá muitos mais restaurantes que merecem uma visita e há uns que conhecemos e gostamos muito (como o Marinhas) e não tivemos oportunidade de revisitar, mas estes foram os que nos encheram a barriga (e a alma) neste fim-de-semana de Páscoa. Fica a dica se forem para aqueles lados.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Em Aveiro com a família toda!



O facto de ter feito anos na semana santa deu-me a possibilidade de escolher o destino para as mini-férias da Páscoa, sem dar grandes hipóteses de discussão ao resto do clã.
Aos 39 anos já temos legitimidade para dizer que não queremos mais nenhuma camisola, mais nenhuma carteira, mais num presente físico, embrulhado a papel de embrulho! Aos 39 anos já podemos dizer à família, que a única coisa que queremos é mesmo sossego, limpar a cabeça e a vista e sair por uns dias da rotina. Foi isso que fizemos e ninguém imagina como nos soube bem!

Aveiro foi o destino escolhido, mas antes ainda cumprimos uma antiga processa aos miúdos: visita o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Há anos que queríamos ir, mas por isto e por aquilo, lá íamos adiando. Todos nós em criança fomos lá e por simpatia das memórias talvez também queríamos levar lá à miudagem. Não fiquei deslumbrada nem acho que seja um ponto de visita obrigatória. Foi simpático, não deixa de ser engraçado, os miúdos gostaram, mas não ficámos com vontade de repetir. Está tudo muito arranjadinho e tem pormenores curiosos, mas julgo que podia evoluir muito mais, deixar entrar a tecnologia para nos transportar para cada uma das nossas regiões. Não me lembro como era quando lá fui em criança, mas a sensação que tenho é que não deve ter evoluído muito. Fica a ideia para implementar umas melhorias.
De Coimbra a Aveiro pouco mais é que uma hora de carro, por isso decidimos continuar pela cidade dos Estudantes e ainda bem. A Universidade de Coimbra é maravilhosa e vale mesmo a pena andar por lá.

Apesar de já conhecermos quisemos viver Coimbra e Aveiro como verdadeiros turistas. Aliás, dois dias antes da partida, dei-me ao trabalho de fazer um guia e roteiro do que queria ver em Aveiro e não falhou um ponto de agenda. O São Pedro, ou a tempestade Irene, ameaçaram estragar os planos todos, mas não passou disso mesmo: uma ameaça. Tirando a valente chuvada que apanhámos quando subimos à Universidade de Coimbra, o fim-de-semana não esteve mau de todo e lá conseguimos andar a passear como tanto queríamos.
Poderá parecer ridiculo, mas algo que fazia parte dos nossos planos era mesmo andar de moliceiro nos canais de Aveiro. Se a volta poderia ser melhor? Podia. Podia ser mais completa, mais diferenciadora, mais personalizada e mais rica em conhecimentos da cidade, mas ainda assim considero que é para fazer. É algo único no nosso país e merece a pena.
Também fomos ao Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, ao Farol da Barra, ao Cais dos Bacalhoeiros e claro à Costa Nova. Conhecemos a Torreira, S. Jacinto e Ovar e ficámos embasbacados com a largura da Ria de Aveiro. Impressionante. Aliás, basta pensar que se sairmos do centro do Aveiro para a Torreira, a outra ponta da Ria de Aveiro, demoramos quase uma hora…
Ficam algumas fotografias de um fim-de-semana que soube mesmo bem. E por falar em saber bem, de seguida prometo fazer um post dedicado aos restaurantes que conheci e que são maravilhosos!










domingo, 4 de março de 2018

Não hibernei... mas quase.


O inverno dá cabo de mim. O frio imobiliza-me, deixa-me inerte e sem vontade de fazer nada. Durante a semana, depois da correria casa-trabalho-escolas-tpc's-actividades desportivas-banhos e jantar só me apetece enfiar debaixo da manta a vegetar em frente da TV. Não aguento mais de 20 minutinhos e é ver-me a esfregar os olhos para tentar nos adormecer antes dos gaiatos. Ao fim-de-semana são as compras, as festas de anos dos amigos todos, o leva e traz daqui e dali e vai-se a ver e pumba: foi-se o fim-de-semana. No entanto, nem tudo foi mau e era mesmo uma enorme injustiça reduzir os dois primeiros meses (como já passaram 2 meses?) a mantas e sofás. Em Janeiro andámos em pinturas e mudanças e organizámos os quartos dos miúdos como há muito queríamos fazer. Deu trabalhão daqueles: tirar TUDO, lavar paredes, desmontar camas e armários, comprar novos e pôr tudo no lugar outra vez. Queriamos ter continuado a embalagem e fazer o mesmo a TODAS as divisões da casa, mas meteu-se o carnaval e uns tantos contratempos e não fizemos mais nada. Na realidade, Fevereiro passou a voar. É certo que é um mês mais curto, mas não era preciso que passasse a correr como passou. Chegámos a Março, o meu mês e o mês em que mudamos para a hora de verão. O mês que traz a Primavera e a mim, em particular, um mega projecto. Estão à porta as mini férias da Páscoa e o fim do segundo período (mas como?). Podia pôr-me para aqui a dizer que vou estar mais presente por aqui, mas não me basta querer. Mas é meio caminho andado...

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E foi assim 2017. Acredito em ti 2018!


2017 não foi um ano bom. Não posso dizer que tenha sido um ano mau porque não me aconteceu nada de mal, nem a mim nem aos meus e gosto sempre de ver o copo meio cheio, mas a verdade é que olho para traz e não gostei do não que passou. O que na verdade, pode ser mau, mas também pode ser um bom principio: sei que não quero voltar a repetir. Eu disse que gosto sempre de ver o copo meio cheio...?!
Olho para os últimos 12 meses e vejo-me demasiado entregue ao trabalho. Completamente mergulhada em papeis e computador, com muito pouco tempo para os meus, sem nenhum tempo para mim. Tivemos poucos momentos de descontração. Passeámos muito pouco. Não viajámos quase nada. Eu não escrevi nada...
No entanto também tomámos boas decisões, sobretudo mais na parte final do ano. Mudámos a nossa alimentação. Passámos a comer muito melhor. Cortámos no açúcar e nos hidratos de carbono. Na verdade consegui emagrecer 11 kg, mas porque tinham vindo a aumentar e a aumentar sem parar há mais de um ano. Se no Natal não comi? Fartei-me de comer, mas agora que as festas terminaram estou cheia de garra para voltar a comer melhor outra vez e isso mostra o que mudou na minha cabeça! Sinto-me tão melhor com menos kg! Vamos a isso!
Os miúdos também intensificaram as atividades extracurriculares: com Karaté, Natação e um clube de teatro e musicais para a miúda mais crescida.
Também fomos mais vezes ao cinema. Os miúdos gostam cada vez mais de filmes e aguentam-se cada vez mais tempo sentados numa sala!
Instituímos muito recentemente uma tarde de leitura. Uma vez por semana, quando voltam da escola em vez de ligarem a televisão como todos os dias o fazem, não pegam no comando, e vão buscar um livro. Os mais pequenos lêem-no por inteiro e contam o que leram. A mais crescida que já lê livros maiores lê nesse dia um capitulo e resume-nos o que leu.
São resoluções que queremos continuar e intensificar.
2018 é um ano para sair mais. Rir mais. Fotografar mais. Estudar, Aprender. Tirar um curso. Descobrir sítios novos. Experimentar restaurantes e comidas novas. É um ano para cuidar mais de mim. Manter o foco na balança. Cuidar mais da casa e se possível fazer algumas melhorias. Viajar mais cá dentro e se possível lá fora. Destralhar e viver com menos para viver mais. Mais leves. Na balança, na alma e à nossa volta.
2018: nós acreditamos em ti!
 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Ainda ficam vegetarianos...


No dia 26 fomos ao cinema ver o "Ferdinando". Tinhamos visto a apresentação várias vezes nos últimos filmes que tínhamos visto e todos queríamos conhecer a história do Touro gigante com um coração ainda maior que não tem vaidade nenhuma, nem quer receber aplausos na ingrata arena das Touradas.
"Na vida, ou lutas ou vais para bifes". Foi uma máxima que os miúdos retiveram quando um dos Touros por não prestar para a Tourada é enviado para o matadouro. Matadouro? O que é o Matadouro? Perguntavam eles e nós sem sabermos muito bem como lhes explicar que era meio caminho para o Talho...
Saimos de lá apaixonados pelo Ferdinando e por todos os seus amigos de quatro patas e eu temi que a criançada me dissesse que nunca mais na vida comiam carne. Não disseram... até hoje.
Fui com eles ao supermercado e, claro, parei no talho. Azar dos azares estava lá um leitão inteiro que muita confusão vez à cabeça dos miúdos. Mas quem é que mata um porquinho bebé? Tentei desviar a atenção para outros lados, mas o que não faltavam era "ferdinandos" pendurados do outro lado da montra, mais à frente, coelhos empilhados, frangos inteiros. Às tantas só vejo a miúda mais nova com as lágrimas nos olhos a perguntar porque tinham morto tantos animais. Tantos...
Resultado, sai do supermercado sem um bife ou costeleta, tal a pressão dos miúdos todos para sairmos dali e não comprar nada.
Agora quero ver o que dirão ao jantar quando olharem para um prato de sopa e uma omeleta de espargos...