quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Penha Garcia e Termas de Monfortinho



Todos os anos gostamos de deixar um fim-de-semana do verão para passar no campo. Apesar de sermos uma família de praia (!!!), a verdade é que o verão não é só areia e água salgada e há muito no nosso país por explorar.

Este ano fomos passar o último fim-de-semana antes do regresso à escola à Beira Baixa, mais precisamente Penha Garcia e Termas de Monfortinho. A ideia inicial era conseguirmos visitar também Monsanto, mas nós gostamos de vivenciar as terras e não apenas matar quilómetros e por isso acabámos por não ter tempo. Fica para uma próxima vez, porque pelo que visitámos na região é uma área que vale muito a pena conhecer.

Em Penha Garcia ficámos deslumbrados com o Pego, uma piscina natural junto à Barragem, com trilhos espetaculares por entre pedras cheias de fósseis. A água é fresca, pois claro, mas a paisagem compensa tudo! No meio dos penhascos desligamos de tudo e fica apenas os nossos ecos a acompanhar cada gargalhada e salpicos de água.

Ficámos mesmo no centro histórico, junto ao Castelo e adorámos conhecer aquelas ruas estreitas e passear junto a casas de pedras tão bem cuidadas. As pessoas são afáveis, como bons portugueses, e come-se muitíssimo bem, com destaque claro para o ensopado de cabrito que estava maravilhoso.

Fomos às festas da Senhora da Azenha e os miúdos deliciaram-se, como sempre com os animais que foram encontrando: ovelhas, cabras, vacas, cavalos e burros. O ambiente no campo tem sempre uma atmosfera muito particular e em Setembro é para nós a melhor altura para visitar, com dias ainda grandes e boas temperaturas, mas sem o calor exagerado que por ali se faz sentir no pico do verão.

Ainda tivemos tempo para experimentar a água das Termas de Monfortinho. Ali só se fazem tratamentos com prescrição médica, mas um copo de água não se nega a ninguém e todos nós pudemos comprovar como é uma água muito mais leve e com uma temperatura no ponto: não era fresca, nem morna, tinha uma temperatura mesmo diferente do que estamos habituados. Nos jardins das termas descobrimos uma plantação de Kiwis e os miúdos ficaram radiantes, já que estão habituados a comer muito Kiwi ao pequeno almoço.

Em Monfortinho fomos ainda a um clube de tiro que tem uma piscina muito, muito bonita. Pena não termos ficado para experimentar um mergulho, mas já tínhamos o almoço à espera…

Saímos de lá com muita vontade de regressar. Até porque nem tudo ficou visto.
Que país bonito que nós temos!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sweet September


Sou pessoa do verão e dos dias grandes, cheios de luz. Mas, a verdade é que já me apetece muito voltar à rotina. Ainda temos muitos planos para viver estes últimos dias de verão fora de portas, mas começo a querer, devagar, regressar aos horários mais previsíveis e a ficar um pouco mais em casa. Apetece-me tratar da casa, mudar as coisas de lugar, começar um ano novo. Aproveitar o regresso à escola para instituir novas rotinas e hábitos. Setembro sabe-me sempre a "ano novo", a recomeçar, a vida nova.
Ainda quero fazer muita praia, aproveitar os dias bons com caminhadas e passeios ao ar livre, mas também quero começar a dar forma a sonhos e projetos que traçámos durante as férias e não há altura melhor para traçar planos que as férias! Queremos novas atividades para os miúdos e mais tempo de qualidade entre todos.
O verão serviu para instituirmos em família novos hábitos alimentares e começo a ficar inquieta para ver se conseguimos manter o foco depois do verão terminar. Sei que vamos manter!
Queremos voltar cheios de energia boa, de cabeça limpa e coração aberto. Queremos acreditar que tudo vai ser diferente. Que tudo vai ser ainda melhor.

Que Setembro seja doce!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Carolina Deslandes - A Vida Toda



Uma das músicas mais bonitas deste ano...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Regresso


O verão é um óptimo pretexto para regressar às leituras e aos livros demorados. Sempre fui pessoa de levar livros para a praia, mas nos últimos anos e tal é o carrego de toalhas, brinquedos e lanches para três miúdos que os meus livros começaram a deixar de caber no saco da praia. Andava a prometer-me o regresso às minhas leituras faz tempo, que uma revista por outra não me sabia ao mesmo, e neste fim-de-semana vinguei-me com o novo livro do Rodrigo Guedes de Carvalho. “O Pianista de Hotel” marca o regresso do jornalista e escritor aos livros e que saudades tinha eu de o ler. Ainda vou nas primeiras 100 páginas, que os miúdos já me permitem espaço no saco para o meu livro, mas não assim tantos minutos sem atenção, mas posso dizer que já estou completamente presa à história. Gosto muito da escrita do Rodrigo Guedes de Carvalho. Descobri-o há uns bons anos, ainda eu não era mãe com o fabuloso “A Casa Quieta”. Um livro tão forte que sempre que maldigo o caos da minha casa com brinquedos espalhados pela sala e pilhas de roupa para passar a ferro me lembro daquela história e passa-me a neura por não ter uma casa quieta. Prefiro de longe uma casa caótica a uma casa quieta!

“O Pianista de Hotel” conta duas histórias em paralelo, que acredito irão cruzar-se a qualquer momento e já produziu em mim aquela sede de saber o que vem mais à frente. Os nomes das duas personagens centrais ecoam-me na cabeça e quero muito saber o que se passa na vida deles e o que vem a seguir!
Regressar às minhas leituras com o regresso aos livros do Rodrigo Guedes de Carvalho também foi uma forma de me dar alento para regressar aqui! Os últimos dois anos foram especialmente exigentes a nível profissional. Trabalho fora de horas e cabeça completamente cheia fez com que deixasse este meu canto mais esquecido. A rotina do dia a dia, numa casa de cinco e com três miúdos cheios de afazeres escolares deixou-me se fôlego para continuar a escrever, substituindo o blogue pelo instagram com o mesmo nome, para ir registando o nosso dia a dia de uma foram muito rápida. Mas não é a mesma coisa e eu sei disso.  É Agosto e o tempo parece que estica, mas não quero deitar foguetes e dizer que a partir de agora volto aos posts todos os dias. Queria acreditar que sim, mas sem bem que nem todos os dias vão ser assim. Mas vamos tentar!
(Para já!) Estou de regresso!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma dúzia e meia de dias de verão



Quem me conhece sabe o quanto sou uma pessoa de verão. Adoro os dias grandes, a luz, o não precisar de casaco, as sandálias no pé... O verão é grande e passa num instante e muitas vezes parece que não sabemos muito bem como aproveitar verdadeiramente os dias melhores e maiores do ano. Desde que começou o verão que tenho publicado uma fotografia que representa o (meu) verão no Instagram. Um mergulho na piscina, uma fatia de melancia, uma conha apanhada num passeio pela praia. Fotos de um dia a dia simples, mas intenso. Porque não importa se as manhãs acordam com mais nuvens do que seria suposto, se está vento e não deveria estar, se as noites não estão tão quentes como gostaríamos que estivessem. O que interessa é que é Verão e temos que o aproveitar... todos os dias!
Já seguem o Vida Maravilha no Instagram?

terça-feira, 27 de junho de 2017

As férias grandes

Este ano letivo foi tão, mas tão intenso que ainda não acredito que já acabou. Acho que só me vou sentir de facto aliviada quando fizer as matriculas para o próximo ano e sair da escola dos miúdos mais novos para só voltar dali a dois meses e meio! Ter três filhos na escola oficial, com testes e trabalhos diários e provas de aferição que pairavam no ar como bicho papões para os dois mais crescidos, não foi de facto fácil. Já agora, se alguém me quiser explicar o que provas de aferição podem trazer de positivo a miúdos de 7 e 11 anos, estou disponível para aprender. Mas deixem-me dizer que não consigo ver interesse pedagógico algum nesta matéria. Desculpem a minha franqueza, mas acho apenas estúpido entupir as crianças com nervos desnecessários... mas enfim. A escola podia ser um sítio muito melhor. Podia sim.
Voltando ao ano letivo cá de casa:
Para além de tudo isto, das dificuldades das contas de matemática e dos erros de português, dizer ainda que as adaptações de cada um ao novo ano e às pressões que isso traz, foi ainda mais difícil de gerir. Os miúdos não são todos iguais e reagem das mais diferentes maneiras às condicionantes por mais que nos esforcemos em passar os mesmos valores a cada um.
O balanço do final do ano é positivo, claro, com classificações muito boas, de dever cumprido e com muitas lições aprendidas. A maior de todas? Nunca baixar os braços e trabalhar sempre!
As férias chegaram e por norma fico com a cabeça às voltas a pensar como ocupar-lhes o tempo. Mas este ano, este ano eu só queria que eles deixassem a escola e este ano letivo em particular para trás.
E vivam as férias! Já não era sem tempo...


domingo, 4 de junho de 2017

A Feira do Livro está top!



Adoro ir à Feira do livro. Adoro. Desde criança que para mim é um dos momentos mais aguardados do ano. Costumava ir sempre com os mais pais, muitas vezes no Dia da Criança, e agora faço questão de levar lá os meus filhos. Eles já adoram também e já sabem que é lá que vão comprar "aquele" livro que tanto querem ter. E se isso faz com que ganhem gosto pelos livros e pela leitura, ora então bora lá! Bons hábitos nunca são demais. Cá por casa, temos uma boa coleção de livros. Eu própria gosto muito de livros infantis e sei muito bem que editoras procurar, mas deixo-os com carta branca para procurarem e escolherem o que querem trazer, desde que seja com o compromisso de que é mesmo para ler, sobretudo agora que já todos lêem. O miúdo do meio quer um livro de anedotas do mundo do futebol? Fantástico. Existe, esta na feira e foi isso que lhe trouxemos e até já fez uma cópia e tudo. Se é disso que gosta, para quê contrariar? Assim, custa menos estudar... A miúda crescida anda virada para os diários muito ao estilo pré-adolescente e a mais nova encontrou a maior parede que alguma vez pensou existir cheia apenas com livros da Peppa. O paraíso, pensou com toda a certeza ela! Já leu os dois que comprámos e deixou-me cheia de orgulho. Depois das escolhas de cada um, fui eu a comandar o resto das tropas e claro que não consegui resistir a muitos...
Ainda podem mudar muito, mas julgo que vão sempre gostar de livros e ter boas memórias de leituras na infância. E isso enche-me o peite de orgulho.
Todos os anos saio do Parque Eduardo VII com vontade de lá voltar de novo para mais compras. O ambiente é muito bom e a oferta é cada vez melhor. Este ano fiquei especialmente bem impressionada com a quantidade de roulottes e "barraquinhas" de comida com tamanho bom aspecto. O tempo do simples gelado ou da fartura quentinha já lá vai. Agora há de tudo: pizzas a lenha , hambúrgueres gourmet, bolas de Berlim de fazer crescer água na boca... tudo e tudo com muita, muita pinta. Lisboa é sem dúvida uma das melhores cidades para visitar e fica muito mais bonita com a Feira do Livro no coração!
Até dia 18 deste mês não deixem de passar na Feira do livro de Lisboa.